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Recomendações ZUM: Deana Lawson, Dawoud Bey, Peter Hujar, Moyra Davey, Nan Goldin e mais

Publicado em: 07 de maio de 2021

Dawoud Bey, Martina e Rhonda, de Dawoud Bey, Chicago, 1993. Museu Whitney de Arte Americana; presente de Eric Ceputis e David W. Williams 2018. © Dawoud Bey

O Museu Whitney de Nova York apresenta uma grande retrospectiva do fotógrafo norte-americano Dawoud Bey (1953). A exposição Dawoud Bey: An American Project atesta o profundo envolvimento do artista com o tema dos direitos civis da população negra americana, abrangendo desde seus primeiros retratos de rua no Harlem até sua série mais recente, em que imagina uma fuga de negros escravizados pela famosa Estrada de ferro Subterrânea, uma rede de túneis, esconderijos e rotas que existiu no início do século 19 nos Estados Unidos. Como parte da programação online da exposição, acontece no dia 12 de maio a live Reimaginando a história: Dawoud Bey conversa com Jason Moran e Sarah Broom, uma conversa entre o fotógrafo, a artista e musicista Jason Moran e a escritora Sarah Broom sobre a importância das memórias compartilhadas em suas práticas artísticas.

 

Negativo fotográfico de Frederick Douglass, 1877. Foto de Matthew B. Brady

A quarta edição da série de lives As vozes dos artistas, promovida pela Fundação Bienal de São Paulo, acontece no dia 13 de maio e terá como tema os retratos do líder abolicionista norte-americano Frederick Douglass (1818-1895). Desde o final do século 19 os retratos que diversos fotógrafos da época fizeram de Douglass circularam pela mídia e em espaços privados como uma imagem distinta e não estereotipada de pessoas negras. A live Em torno dos retratos de Frederick Douglass terá a participação ao vivo do pesquisador americano Tony Cokes e depoimentos gravados de Alfredo Jaar e Musa Michelle Mattiuzzi, além da participação das pesquisadoras Janaína Oliveira e Janaina Damaceno Gomes.

 

Sra. Bell em casa, de Deana Lawson, 2021. Sikkema Jenkins & Co., New York e Galeria David Kordansky, Los Angeles. Publicada no site do jornal The New York Times.

O jornal The New York Times publicou um perfil da fotógrafa norte-americana Deana Lawson. Escrito pela colunista Jenna Wortham, o texto aborda a importância da obra de Lawson na representação da comunidade negra, bem como sua história de vida e o novo trabalho que a artista está produzindo nesse momento de pandemia. “As pessoas que posam para Lawson tendem a olhar diretamente para a câmera com um autocontrole que explicita a dinâmica do poder, para que você não se confunda com a crueza da cena. Seus assuntos não estão à mercê do espectador. Estamos apenas observando, e temos sorte pelo privilégio de fazê-lo.”

 

Sophie Mgcina e Thuli Dumakude – na peça de teatro sul-africana “Poppie Nongena”, de Peter Hujar, 1983. Cortesia do Arquivo Peter Hujar LLC. Publicada no site da revista Aperture.

O site da revista Aperture resenha o recém-lançado livro The Shabbiness of beauty (A Pobreza da beleza), editado pela artista e escritora Moyra Davey a partir dos arquivos do fotógrafo Peter Hujar e de sua própria produção fotográfica. “Na escavação dos arquivos de Hujar, Davey nos mostra como todos nós construímos um senso de quem somos através da adulação e da imitação (através do sentimento em sintonia com nossos heróis), e que nossos eus passados podem ser encontrados no mundo dos outros (suas imagens, escritos, notas, canções) assim como na memorabilia de nossos próprios atos de criação.”

 

Thora em casa, de Nan Goldin, Brooklyn, 2020. Cortesia da artista e da Galeira Marian Goodman. Publicada no site da revista Dazed. © Nan Goldin

Em uma grande exposição em Nova York, a artista Nan Goldin apresenta pela primeira vez uma nova série fotográfica em que narra a sua experiência de confinamento durante a pandemia. Boa parte das fotos são retratos de sua amiga e musa, a escritora Thora Siemsen, no apartamento de Goldin no Brooklyn (NY), onde a dupla passou boa parte do isolamento jogando gamão e assistindo filmes.

 

Sem título (Val Martin), de Tom of Finland, 1984. Coleção Permanente de Tom of Finland © 1984-2021 Fundação Tom of Finland. Publicada no site da revista Another.

Conhecido mundialmente por seus desenhos eróticos de homens fortes e viris, o trabalho do artista finlandês Tom of Finland (nascido Touko Laaksonen – 1920-1991) já faz parte da iconografia homoerótica. Mas bem menos conhecido é o papel que a fotografia desempenhou no seu processo artístico. A revista digital Another resenha a exposição Tom of Finland: The Darkroom (Tom da Finlândia: A sala escura), em cartaz na Fotografiska New York, que reúne retratos fotográficos feitos pelo artista e usados como imagens de referência para seus desenhos. “Tom nunca pensou que qualquer coisa além de seus desenhos seria de interesse ou valor para o público e seus colecionadores. Ele encontrava um modelo, fotografava, revelava o filme, fazia as impressões, recortava as impressões e as colava em seus fichários de referência. Em seguida ele desenhava um esboço preliminar, às vezes dois, e depois fazia o desenho final. Ele via a sua fotografia como um meio para um fim.”

 

Captura de tela da instalação digital Tudo fica blue, de Diego Crux, 2021.

Inspirada por duas músicas do jamaicano Alton Ellis (Black Man’s World e Black Man’s Pride), a obra Tudo fica blue, do artista Diego Crux, é uma colagem visual e sonora repleta de referências típicas da vida de um homem negro que cresceu nos anos 1990 no Brasil. Em cartaz no site aarea.co neste mês de maio, Tudo fica blue convida o visitante a manipular os diversos elementos ali presentes, uma forma de reforçar a ideia de uma narrativa em constante construção e transformação. ///

 

 

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