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Recomendações: Alfredo Jaar, Garry Winogrand, Tyler Mitchell, Arthur Tress, Aimee McCrory e mais

Publicado em: 15 de fevereiro de 2024

Estudos sobre a felicidade, de Alfredo Jaar, 1979-1981. Publicada no site e-flux

Em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes de Santiago, Chile, a exposição El Lado Oscuro de la Luna apresenta um conjunto de trabalhos do artista chileno Alfredo Jaar entre os anos de 1974 e 1981. A referência ao icônico álbum da banda britânica Pink Floyd, The Dark Side of the Moon, lançado em 1973, é direta: as canções do disco são tocadas em loop nos alto-falantes da exposição. “Jaar tinha 17 anos quando o golpe de Estado do General Pinochet destruiu o seu país, e o jovem artista procurou refúgio nesta trilha sonora pontuada por loucura e desespero.”


Foto do livro Montanha-russa: cenas de um casamento, de Aimee McCrory. Publicada na blind magazine.

Em seu novo livro Montanha-russa: cenas de um casamento, a fotógrafa norte-americana Aimee McCrory apresenta os altos e baixos de seu casamento de mais de quatro décadas. “Baseada em sua experiência prévia com o teatro, Aimee monta encenações pseudo-documentais de seu casamento, manipulando situações cotidianas apenas o suficiente para dar um certo ar misterioso à cena.”


Garry Winogrand, New York City, 1962. Foto de Garry Winogrand / © Espólio de Garry Winogrand / Cortesia da Galeria Fraenkel, San Francisco / Editora Twin Palms. Publicada na revista The New Yorker.

Recém-lançado, o livro Winogrand Color apresenta uma rara seleção de fotografias coloridas realizadas por Garry Winogrand, que em 1967 participou ao lado de Diane Arbus e Lee Friedlander da exposição Novos documentos, organizada pelo curador John Szarkowski no MoMA de New York. “Winogrand era conhecido por sair com duas câmeras, uma com filme preto e branco e outra com filme colorido. Mas, até recentemente, a maior parte do que vimos do seu trabalho era estritamente em preto e branco. Novos documentos incluía um projetor de slides para trabalhos coloridos, mas ele apresentou defeito no início da exposição e foi desligado durante o restante do período.”


Tyler Mitchell, A Glint of Possibility, 2022. Cortesia da galeria Gagosian. Publicada no site da revista Musée

Tyler Mitchell fez história em setembro de 2018: o fotógrafo foi escolhido por Anna Wintour para fotografar a capa da importante edição de setembro da Vogue e, ao fazer isso, tornou-se o primeiro fotógrafo negro a ter seu trabalho na capa da revista americana em seus 125 anos de história. A exposição mais recente de Mitchell – apropriadamente chamada de Chrysalis (Crisálida) – sugere que o artista que desafia fronteiras está em um estado de transição. “Comecei a perceber que, nas bordas metafóricas dessas imagens, estava essa ideia do que era socialmente negado”, diz Mitchell sobre seu livro, I Can Make You Feel Good, uma celebração inegavelmente alegre da vida e da interconexão dos negros. Em Crisálida, no entanto, Mitchell explora essas arestas e a capacidade dos corpos negros existirem livremente, ou não, na América.


Arthur Tress, Garoto com bola de basquete, Bronx, New York, da série O colecionador de sonhos (1970). Publicada no site Hyperallergic.

Em seus trabalhos mais importantes, as imagens do fotógrafo norte-americano Arthur Tress têm a potência de sonhos reais e estimulam os espectadores a visitar lugares desconfortáveis sem prescrever uma rota. Isso pode ser visto na retrospectiva Arthur Tress: Rambles, Dreams, and Shadows, em exibição no Getty Center em Los Angeles. A mostra centra-se na década de formação do fotógrafo, entre 1968 e 1978, destacando seleções de seis trabalhos: Apalaches: a terra perturbada; Espaço aberto no centro da cidade; O colecionador de sonhos; Sombra; O passeio; e Teatro da mente.


Cegada por ardor, de Diego Argote. Publicada no site da Letargo.

Publicado na revista online chilena Letargo, o ensaio Cego pelo ardor, escrito por Juana Balcázar, é uma pequena reflexão sobre desejo e imagem. “O que olhamos quando olhamos. Quando uma fotografia aparece e é mais que uma fotografia, um corpo, um chute, uma mordida na carne de quem está do outro lado; na sala do museu, na sala olhando um álbum de fotos, no cinema. Lembro-me do trabalho de Ana Mendieta com as suas silhuetas e intervenções na natureza. Com apenas este ato, Mendieta te força, te pega pela mão e te arrasta para a impermanência da humanidade.”


Hilliard e Nancy Sharperson, avós maternos da autora (esq.) e Susan Stark, sua bisavó (dir.). Cortesia de Tracy Scott Forson. Publicada no site da revista Smithsonian

Artigo publicado no site da revista do Instituto Smithsonian revela como a instituição está ajudando os negros americanos a traçarem suas raízes com a ajuda de seu farto acervo de documentos e imagens. Sessões gratuitas organizadas pelo Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana oferecem aos visitantes conselhos sobre como pesquisar sua genealogia. “Olhando para as fotos em preto e branco de meus ancestrais em frente à casa que pertenceram (aparentemente perdida por nós quando um primo não pagou o imposto sobre a propriedade) na Carolina do Sul, fiquei pensando mais sobre suas vidas. Eles alguma vez quiseram sair do estado? Como eles conseguiram terras? Que tipo de tratamento eles suportaram? Como eles sobreviveram a Jim Crow?”. ///


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