Bolsa de fotografia

Aleta Valente e Eustáquio Neves são os ganhadores da Bolsa de Fotografia 2019

Publicado em: 21 de agosto de 2019

 

 

A revista ZUM e o Instituto Moreira Salles anunciam os dois projetos ganhadores da 7ª edição da Bolsa de Fotografia ZUM/IMS: Avenida Brasil 24h, de Aleta Valente, e Retrato falado, de Eustáquio Neves.

A premiação deste ano reforça o compromisso da Bolsa com a riqueza e a diversidade da produção brasileira ao contemplar uma artista emergente de Bangu, bairro de origem operária da zona Oeste carioca, que vem construindo uma carreira quase exclusivamente através das redes sociais, e um artista já consagrado pela história da fotografia brasileira que se dedica a investigar temas raciais e processos fotográficos analógicos e alternativos.

 

Avenida Brasil 24h, de Aleta Valente

Aleta Valente propõe um processo imersivo nos motéis da Avenida Brasil para produzir uma série fotográfica que procura tornar explícitas as relações entre corpo e cidade, repouso e movimento, vida e morte ao longo da via expressa mais importante da cidade do Rio de Janeiro. O resultado será uma exposição pública ao longo da avenida.

Aleta Valente (Rio de Janeiro, 1986) é bacharel em História da Arte pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Artista multimídia, usa a fotografia, a performance e memes em plataformas digitais para discutir temas como a representação da classe trabalhadora, a legalização do aborto e o direito à cidade.

 

Retrato falado, Eustáquio Neves

A partir de descrições de parentes, de semelhanças de família e de recursos analógicos e digitais de manipulação fotográfica, Eustáquio Neves reconstruirá o retrato do avô, a quem não conheceu e de quem não há, nos álbuns da família, nenhuma imagem. O projeto aborda a escassez de fotografias de família entre os negros no Brasil, e resultará em imagens e livro.

Eustáquio Neves (Juatuba, Minas Gerais, 1955) mora e trabalha em Diamantina. Químico de formação e fotógrafo autodidata, recebeu o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da Funarte em 1994 e expôs no 5º Rencontres de la Photographie Africaine, Bamako (2003) e na Bienal de São Paulo-Valência (2007). Seu trabalho, marcado pela manipulação química de negativos e cópias, aborda a identidade e memória dos afrodescendentes no Brasil.

 

A cada nova edição, a Bolsa de Fotografia ZUM/IMS mostra a diversidade da produção fotográfica brasileira, premiando projetos de fotógrafos e artistas que trabalham com diferentes formas de produção visual.

Além da qualidade artística de cada projeto, também foram avaliadas pela comissão julgadora a qualificação dos candidatos e a viabilidade prática da proposta. Neste ano, o edital recebeu cerca de 550 projetos, enviados de todas as regiões do Brasil e por brasileiros residentes no exterior.

O objetivo da premiação é fomentar o trabalho de fotógrafos e artistas, sem restrição de tema, perfil ou suporte. Cada selecionado recebe uma bolsa de 65 mil reais e tem oito meses para desenvolver o trabalho. O resultado final dos projetos selecionados é incorporado ao Acervo de Fotografia Contemporânea do Instituto Moreira Salles.

 

Comissão julgadora 2019:

Solange Farkas, curadora convidada

Thyago Nogueira, coordenador de Fotografia Contemporânea do IMS

Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do IMS

Heloísa Espada, coordenadora de Artes Visuais do IMS

João Fernandes, diretor artístico do IMS

 

Em 2018, a Bolsa de Fotografia ZUM/IMS premiou a artista Aline Motta e a dupla Dias & Riedweg. Conheça os outros premiados em revistazum.com.br.

 

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