Bolsa de fotografia

Dora Longo Bahia e Vijai Patchineelam são os ganhadores da Bolsa de Fotografia 2016

Publicado em: 25 de julho de 2016

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A revista ZUM e o Instituto Moreira Salles anunciam os dois projetos ganhadores da 4ª edição da Bolsa de Fotografia ZUM/IMS:

Brasil x Argentina (Amazônia e Patagônia), de Dora Longo Bahia – projeto de construção de uma instalação audiovisual feita com fotografias e vídeos que retratem o derretimento das geleiras de Perito Moreno e as queimadas da floresta Amazônica.

Dora Longo Bahia (São Paulo/SP – 1961)

Doutora em poéticas visuais pela ECA/USP, onde atualmente leciona, e com pós-doutorado em filosofia pela FFLCH/USP. Expõe regularmente no Brasil e no exterior desde os anos 1980. Artista multimídia, suas obras tratam de temas como violência, sexo e morte.

 

Sambashiva – As Fotografias de Sambasiva Rao Patchineelam, de Vijai Patchineelam: projeto de pesquisa do arquivo fotográfico do cientista Sambasiva Rao Patchineelam, com vistas a uma publicação de artista que discuta questões como a autoria, a edição e a apropriação de imagens.

Vijai Patchineelam (Niterói/RJ – 1983)

Bacharel em desenho industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, iniciou o doutorado pela Royal Academy of Fine Arts (Antuérpia) em 2016. Participou de diversas exposições coletivas e individuais, além de residências dentro e fora do Brasil. Seu trabalho mescla fotografia, vídeo e publicações.

 

Além da qualidade artística de cada projeto, também foram avaliadas pela comissão julgadora a qualificação dos candidatos e a viabilidade prática da proposta. Neste ano, o edital recebeu 819 projetos de todas as regiões do Brasil, além de material enviado por brasileiros residentes no exterior.

O objetivo da premiação é fomentar o trabalho de artistas e fotógrafos no campo da fotografia, nas mais variadas vertentes, sem restrição de tema, perfil ou suporte. Cada selecionado receberá uma bolsa no valor de R$ 65 mil e terá oito meses para desenvolver o trabalho. O resultado final dos projetos selecionados será incorporado ao Acervo de Fotografia do Instituto Moreira Salles.

 

Os dois projetos contemplados pela Bolsa de Fotografia ZUM/IMS de 2015 foram Mestres de Cerimônia, de Bárbara Wagner, e Memento, do Coletivo Trëma.

 

Comissão julgadora 2016:

Luiz Camillo Osório, crítico de arte e professor de estética e história da arte na UniRio e da PUC-RJ

Thyago Nogueira, editor da ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS

Heloisa Espada, coordenadora de artes visuais do IMS

Lorenzo Mammì, curador de programação e eventos do IMS

Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS

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  • Guilherme Veloso

    Ahh entendi, a comissão julgadora avalia a “qualificação dos candidatos”… Então a bolsa é só pra Doutores mesmo né…

    Um puta incentivo pro mundo dos fotógrafos..

    • Wesley Passos

      Ainda bem que não perdi meu tempo! Até porque sou apenas um cara que nem se quer concluiu a faculdade :/

    • COISASDEFUSCA

      concordo.

    • Leandro Dias

      É uma pena isso, agora fica difícil de acreditar se realmente vale a pena concorrer a bolsa esse ano.

  • Marcos

    Parabéns aos ganhadores.

  • Ítalo Mongconãnn

    Uma baita sacanagem esse concurso. O edital traz “incentivo para fotógrafos iniciantes” e quem leva a bolsa são doutores com experiência. Total perca de tempo e desrespeito.

    • LUCIANA MELO

      também acho Italo, isso deveria ficar mais claro no Edital.

  • Carlos

    É só pra Doutores mesmo. O que normalmente se espera de um concurso com bolsa é a descoberta de novos talentos e o incentivo a cultura. Ledo engano.

  • Miriane Figueira

    Meus caros, a Zum acredita em meritocracia. Quem tem o tal do lattes mais extenso ganha a bolsa.
    Valeu zum por mais uma vez excluir os iniciantes e premiar doutores…

  • LUCIANA MELO

    é um absurdo um edital que não esclarece de forma real que a qualificação academica é levada em consideração! Vendo todo o histórico dos ganhadores anteriores, vemos que a maioria são mestres ou doutores. Por favor nos esclareça melhor das próximas vezes, pois gastei muito tempo e uma grana para produzir um portfolio pensando que estaria participando de algo que deu a entender que era aberto a propostas interessantes de projetos que prezem também pela estética fotográfica. O perfil de vcs está mais para teses de antropologia e sociologia do que fotografia. abs

  • Patrícia

    Um puta incentivo aos iniciantes HAHAHHAHAHAHAHAH
    Piada pronta mesmo

  • Rogerio Resende

    Lamentável mesmo. Se soubesse que a formação dos candidatos era mais importante do que o projeto em si não teria perdido meu tempo nem meu dinheiro me inscrevendo. Fica a lição. Se algum dia me graduar doutor em alguma cadeira eu volto a vos procurar.

  • Cristina Gallo

    Uma pena o IMS tratar a bolsa que é para iniciantes desta forma. Qualificação?!?!?! A imagem do instituto fica manchada com tal atitude. No edital isto devia ficar claro, afinal os fotógrafos perdem tempo, dinheiro e depois são surpreendidos com esta história de qualificação. Há muito tempo atrás me disseram que a bolsa tinha cartas marcadas e eu não quis acreditar…..

    • COISASDEFUSCA

      Envolvendo dinheiro…infelizmente sempre tem as cartas. Isso nao e coisa so de Brasilia nao.
      Pessimo.

    • Também soube das cartas e de pessoa de dentro da instituição, mas a gente sempre tenta, né… rs.

      Menos um prêmio pra perder tempo nos próximos anos. 😉

  • COISASDEFUSCA

    concordo com voces.. ou é doutorado, ou é das gringas.Essa eterna pagação de pau. Nao sei como perco tempo com esse povo.Ou, coisas da verba..

  • Felipe Vernizzi

    Lamentável mesmo. Já que perdi meu tempo com a realização e o envio, aproveito para divulgar minhas fotos aqui: http://www.felipevernizzi.com

  • Edemar Miqueta

    O edital deve ser reescrtito para as próximas versões. Pré requisito, doutorado. Prova de títulos acadêmicos.

  • Guilherme Mendonça

    Pessoal, eu também me inscrevi e não fui selecionado, mas não concordo com as reclamações aqui colocadas. Alguns colegas alegaram:

    1 – “Que o edital deveria mencionar o quesito ‘qualificação’ aos candidatos”.
    Porém, o edital menciona sobre isso no item abaixo:

    4.2. A Comissão de Seleção levará em consideração as seguintes diretrizes norteadoras na avaliação dos projetos:

    qualidade artística;
    qualificação do candidato; e
    viabilidade prática.

    2 – “Que deveriam especificar que se trata de um edital para doutores”.
    O edital não especifica que se trata de “qualificação acadêmica”.
    “Qualificação” pode estar associada à qualificação profissional, artística, acadêmica, ou a somatória dos fatores.
    E ainda tem os quesitos de avaliação artística e viabilidade do projeto.
    Eles querem saber se o candidato possui, também, bagagem (eles não vão depositar 65 mil reais nas mãos de quem eles não acreditam que possam, de fato, realizar o projeto com qualidade e no prazo estabelecido).

    3 – “Que assim o edital não incentiva a carreira de fotógrafos iniciantes”

    O edital não especifica “iniciantes”, reparem:

    1. Do objeto

    Constitui objeto do presente edital a seleção de dois projetos de criação fotográfica inéditos. O objetivo da Bolsa de Fotografia do Instituto Moreira Salles é permitir que artistas e fotógrafos desenvolvam e aprofundem sua produção no campo da fotografia, nas mais variadas vertentes, sem restrição de tema, perfil ou suporte (…)

    2. Das condições

    2.1. Estão aptas a participar do concurso pessoas físicas, incluindo coletivos de artistas e de fotógrafos, e estrangeiros radicados no Brasil há, no mínimo, 1 ano.

    Enfim, é isso, pessoal. Não desmerecendo os projetos (que acredito que são muito bons) dos colegas que não foram contemplados, mas acho que faltou uma leitura mais atenta ao edital.
    E parabéns aos ganhadores! 🙂
    Abraços