Revista ZUM 10

Em vídeo, Andreas Valentin fala sobre a vida e obra de José Oiticica Filho

Publicado em: 21 de julho de 2016
[youtube width=”700″ height=”394″]https://youtu.be/0ROmO0Y-MsA[/youtube]

 

O fotógrafo e pesquisador Andreas Valentin fala sobre a vida e a obra de José Oiticica Filho, com quem conviveu por conta de sua relação com Hélio Oiticica. Valentin destaca as características do processo artístico de JOF, que iniciou a carreira na microfotografia, como entomólogo, e mais tarde voltou-se para a abstração e experimentos inovadores que dispensavam até o uso da câmera fotográfica. O trabalho exemplar de resgate feito pelo pesquisador foi publicado na ZUM #10.

“Em 1944, JOF se associou ao Foto Cine Clube Bandeirante, em São Paulo, e lá começou a ter contato próximo com outros associados, como Geraldo de Barros, Thomaz Farkas, German Lorca e todos os outros grandes fotógrafos modernistas desse período. Claro que havia entre eles um diálogo através da imagem, e acredito que houve um desmembramento, no que se refere ao JOF, a partir de meados dos anos 1950, quando ele começou a trabalhar com mais rigor sua fotografia abstrata”

“Apreciadores de insetos são anarquistas, odeiam atender as ordens de outras pessoas, e veem o mundo a partir do lugar do inseto, de dentro da vida do animal, de seu micromundo. Eles se intrometem na vida, e não na morte. Acho interessante fazer uma analogia com JOF, que começou a interferir na vida da própria imagem fotográfica, ao manipular imagens no laboratório, retrabalhar imagens feitas através da câmera e transformá-las em outra coisa totalmente diferente, e mais adiante dispensar inclusive o próprio uso da câmera fotográfica e criar imagens exclusivamente em laboratório.”///

O vídeo foi produzido por Laura Liuzzi.

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