Exposições

Uma seleção de exposições pelo mundo para quem gosta de fotografia

Publicado em: 20 de março de 2017

Veja uma seleção de exposições pelo mundo para quem gosta de fotografia (e aqui, uma seleção de exposições no Brasil):

UMBRA
Viviane Sassen

Museu de Fotografia Contemporânea, Chicago, EUA, até 1º de abril de 2017

UMBRA (sombra, em latim) é uma exposição da fotógrafa de moda holandesa Viviane Sassen, famosa por seu trabalho com cores que beiram o limite da abstração. A exposição no Museu de Fotografia de Chicago, que vai até o dia 1 de abril, enfatiza o jogo de luz e sombras característico de sua obra.

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Um mais um são quatro: as fotocolagens da Bauhaus
Josef Albers

MoMA, Nova York, EUA, até 2 de abril de 2017

Figura central na arte do século 20, Josef Albers (1888-1976) participou do movimento Bauhaus como artista e professor. Famoso por suas pinturas e desenhos, Albers também desenhou móveis e fontes gráficas. A fotografia sempre foi o aspecto menos conhecido de sua obra, só ganhando mais destaque após sua morte. Essa exposição do MoMA de Nova York apresenta um dos pontos fortes de seu trabalho com fotografia: as fotocolagens realizadas no seu período Bauhaus, entre 1928 e 1932.

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Interesse humano: retratos da coleção do Whitney 

Museu Whitney, Nova York, EUA, até 2 de abril de 2017

Interesse humano: Retratos da coleção do Whitney oferece uma nova perspectiva a um dos mais antigos gêneros artísticos. A exposição lança um olhar sobre o tema apresentando cerca de 200 obras do seu acervo fotográico, do início do anos 1900 até o dias de hoje. Misturando imagens já icônicas a outras menos conhecidas, a mostra se desdobra em 11 seções temáticas, focando em períodos de tempo e relações entre presente e passado. [imagem: Dawoud Bey]

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De novo e de novo
Stéphane Duroy

Bal, Paris, França, até 9 de abril de 2017

Mais de 40 anos após cruzar o continente em busca da “velha” Europa, e com isso chegando ao Estados Unidos, o fotógrafo francês Stéphane Duroy (1948) apresenta uma série de imagens de homens e mulheres em busca de uma identidade e memória europeia, depois duas guerras e várias aberrações totalitárias em diferentes países.

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Apenas por paixão
Letizia Battaglia

Museu Nacional de Arte do Século XXI, Roma, Itália, até 17 de abril de 2017

Apenas por paixão é uma grande retrospectiva da obra igualmente grandiosa da fotógrafa e jornalista italiana Letizia Battaglia (1935). Com mais de 200 fotografias, a exposição também reúne edições impressas históricas, revistas, filmes e entrevistas.

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Sob vigia! Vigilância, arte e fotografia

C/O Berlim, Alemanha, até 23 de abril de 2017

Esta exposição que acontece na Fundação C/O, em Berlim, tem um recado claro: você está sendo vigiado. Cerca de 40 artistas de todo o mundo comentam, por meio de suas obras, a fina linha que existe entre o desejo de segurança e o abuso discriminatório da vigilância cada dia maior e mais intensa. A curadoria apresenta trabalhos de renomados artistas, como Hito Steyerl, Trevor Paglen, Jill Magid, Hasan Elahi, Paolo Cirio, Adam Broomberg & Oliver Chanarin, James Bridle e Ai Wei Wei. [imagem: Hito Steyerl]

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Aproximando-se
Richard Mosse

Barbican, Londres, Inglaterra, até 23 de abril de 2017

A galeria de arte Barbican convidou o fotógrafo e documentarista irlandês Richard Mosse para criar uma vídeo-instalação imersiva. Em colaboração com o compositor Ben Frost e o cineasta Trevor Tweeten, Mosse utilizou avançada tecnologia de armas termográficas e dispositivos de controle de fronteiras para lançar um novo olhar sobre a crise migratória na Europa atual.

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Provoke: fotografia no Japão entre protesto e performance, 1960-1975

Instituto de Arte de Chicago, EUA, até 30 de abril de 2017

Embora praticamente ignorada em sua época, a revista Provoke (1968-1969) foi uma das mais importantes publicações fotográficas do século 20. Com apenas três edições publicadas, a revista cristalizou o que havia de melhor na fotografia japonesa da década de 1960. Esta exposição é a primeira a explorar o contexto da revista e sua influência como projeto coletivo, situando-a entre os movimentos políticos da década e explorando seu trabalho de provocação que reflete o espírito de protesto e o viés performático da fotografia nipônica. [imagem: Yutaka Takanashi]

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Diane Arbus: no começo

Museu de Arte Moderna, São Francisco, EUA, até 30 de abril de 2017

Esta exposição seminal apresenta mais de 100 fotografias que redefinem Diane Arbus, uma das mais influentes e provocativas artistas do século 20. Focando no início de sua carreira, de 1956 a 1962, quando desenvolveu seu estilo idiossincrático e o método pelo qual foi mais tarde reconhecida, aclamada, criticada e copiada ao redor do mundo. Composta majoritariamente por material inédito, vindo do Arquivo Diane Arbus, adquirido pelo Metropolitan em 2007, a mostra traz íntimas e surpreendentes imagens de crianças, pessoas excêntricas, casais, artistas circenses, drag queens e frequentadores da Quinta Avenida, em Nova York, onde a artista fez a maioria de suas fotos.

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Takuma Nakahira: circulação
Takuma Nakahira

Instituto de Arte de Chicago, Chicago, EUA, até 30 de abril de 2017

Em 1971, o fotógrafo japonês Takuma Nakahira (1938-2015) apresentou na Bienal de Paris sua visionária performance fotográfica Circulação (Circulation). Durante uma semana, todos os dias Nakahira saia pelas ruas de Paris fotografando e todas as noites rapidamente revelava os filmes e ampliava as fotos, que em seguida eram coladas na parede da Bienal. O resultado foram quase 600 fotos, que agora foram reproduzidas e estão expostas no Instituto de Artes de Chicago até o final de abril.

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O olho radical: Fotografia modernista da coleção de Sir Elton John

Tate Modern, Londres, Inglaterra, até 7 de maio de 2017

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Uma oportunidade rara de ver uma das mais importantes coleções particulares do mundo, com obras do período clássico do modernismo fotográfico (1920-1950). Um dos destaques é um grupo de retratos feitos por Man Ray que é mostrado junto pela primeira vez e inclui personalidades como Picasso, Matisse e Breton. Há cerca de 150 obras de mais de 70 artistas, que vão do icônico ao muito raro. [imagem: Aleksandr Ródtchenko]

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Revolução perpétua: a imagem e mudanças sociais

Centro Internacional de Fotografia – ICP, Nova York, EUA, até 7 de maio de 2017

Organizada pela equipe de curadores do Centro Internacional de Fotografia (ICP) de Nova York, a exposição “Revolução perpétua: a imagem e mudanças sociais” explora a complexa relação entre um mundo cada vez mais tomado por imagens e as violentas questões sociais refletidas por estas imagens. A mostra apresenta um recorte sobre seis relevantes para o contexto global atual: #BlackLivesMatter, fluidez de gêneros, mudanças climáticas, propaganda terroristas, a direita política e as eleições americanas de 2016 e a crise dos refugiados. [imagem: Sheila Pree Bright]

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Eli Lotar

Jeu de Paume, Paris, França, até 28 de maio de 2017

Acontece em Paris uma grande retrospectiva da obra do fotógrafo e cineasta francês Eli Lotar (1905-1969). De origem romena, Lotar atuou junto ao grupo dos surrealistas franceses do início do século 20, publicando seus trabalhos em importantes revistas da vanguarda artística da época. A exibição atual está organizada em torno de temas fundamentais da obra do artista, do Movimento da Nova Visão e filmes documentários, até suas famosas paisagens urbanas, industriais e marítimas.

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Folhas coletadas
Alec Soth

Fotomuseu, Antuérpia, Bélgica, até 4 de junho de 2017

O Fotomuseu de Antuérpia (Bélgica) apresenta uma retrospectiva do fotógrafo norte-americano Alec Soth (1969). Famoso por sua abordam lírica da fotografia documental, a exposição Folhas coletadas reúne imagens de séries famosas que exploram os locais mais profundos da América, lembrando o trabalho de artistas como Robert Frank, Stephen Shore e Jack Kerouac.

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Lewis Baltz

Fundação MAPFRE, Madri, Espanha, até 4 de junho de 2017

Um dos fotógrafos mais relevantes do século 20, Baltz dedicou-se à representação da paisagem estéril dos subúrbios norte-americanos. Participante da exposição Novos Topográficos (1975), que se tornou um marco na história da fotografia, o artista usava a linguagem formal da fotografia direta sob um viés conceitual para explorar as questões do espaço urbanizado, estruturado e povoado. A mostra reúne cerca de 400 obras que atravessam sua carreira, e é a primeira retrospectiva internacional organizada desde seu falecimento, em 2014. Mais informações aqui.


 

2017
Wolfgang Tillmans

Tate Modern, Londres, Inglaterra, até 11 de junho de 2017

Na sua primeira exposição na galeria Tate Modern, o fotógrafo alemão Wolfgang Tillmans usa seu trabalho para fazer uma pergunta: o que estamos fazendo com o mundo em que vivemos hoje? O ponto de partida definido por Tillmans para a exposição é o ano de 2003, com a invasão americana ao Iraque e passeatas contra a guerra. Com fotografias, vídeos, projeções, publicações e até músicas, o artista chama a atenção para questões sociais e políticas de forma inovadora e provocadora.

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Moholy-Nagy: futuro presente

Museu de Arte do Município de Los Angeles, EUA, até 18 de junho de 2017

Essa grande retrospectiva do artista húngaro, professor da Bauhaus e fundador do Instituto de Design de Chicago László Moholy-Nagy (1895–1946) é uma excelente oportunidade para conhecer a obra pioneira deste pintor, fotógrafo, escultor, cineasta e designer. A exposição reúne mais de 250 obras em diferentes suportes, além da montagem de uma espaço expositivo chamado Sala do presente, originalmente concebida para uma mostra de Moholy-Nagy em 1930.

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Fenômeno fotolivro

Foto Colectania, Barcelona, Espanha, até 25 de junho de 2017

Exposição dedicada a novas perspectivas e possibilidades para o fotolivro, apresentando uma retrospectiva de iniciativas pioneiras até as mais importantes produções contemporâneas.

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Entre o diabo e o profundo mar azul
Pieter Hugo

Museu de Arte, Wolfsburgo, Alemanha, até 23 de julho de 2017

Em exposição no Museu de Arte de Wolfsburgo (Alemanha), os retratos, naturezas mortas e paisagens do fotógrafo sul-africano Pieter Hugo (1976) trabalham sempre com questões de opressão cultural e dominação política. A mostra apresenta obras de trabalhos famosos de Hugo, como Kin, A hiena & outros homens, Nollywood e de projetos mais recentes, como Ruanda 2004: vestígios de um genocídio e Flores selvagens da Califórnia.

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Memória descoberta: As fotografias do gueto de Lodz  
Henryk Ross

Museu de Belas Artes, Boston, EUA, até 30 de julho de 2017

Importante exposição que revisita o horror do cotidiano dos guetos judeus na Polônia da Segunda Guerra mundial. As imagens mostram a determinação e coragem do fotojornalista polonês Henryk Ross (1910-1991), um raro sobrevivente do gueto Lodz que conseguiu documentar o que ele chama de “nosso martírio”. Ross foi designado pelas autoridades alemãs para fotografar cenas montadas da vida no gueto que serviriam de propaganda nazista. Mas, de forma secreta e clandestina, fotografou também a realidade e as mazelas deste cotidiano em cerca de 6 mil negativos que manteve enterrados para só depois da guerra serem revelados e expostos

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O peixe
Jonathas de Andrade

New Museum, Nova York, EUA, até 4 de setembro de 2017

A primeira exposição solo do artista brasileiro Jonathas de Andrade (1982) nos Estados Unidos está focada na sua série “O Peixe”. Mostrando o cotidiano de pescadores do litoral de Alagoas, suas fotos lançam um olhar sobre tradicionais técnicas de pesca, como rede e arpão, misturando documentário e ficção.

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As oferendas
Gao Bo

Casa Europeia da Fotografia, Paris, França, até 4 de setembro de 2017

Uma ampla retrospectiva da obra do artista chinês Gao Bo (1964) pode ser vista na Casa Europeia da Fotografia. Transitando entre a fotografia, a instalação e a performance, estão expostos desde seus primeiros trabalhos sobre a milenar cultura dos monges tibetanos até suas instalações mais recentes, como a intervenção onde queimou uma série de fotos para reter apenas as cinzas.

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