Exposições

Uma seleção de exposições no Brasil para quem gosta de fotografia

Veja uma seleção de exposições no Brasil (e, aqui, no exterior) para quem gosta de fotografia:

São Paulo

 

 

Imagem-movimento

Zipper Galeria, até 14 de janeiro de 2017

A exposição explora a capacidade da fotografia, comumente associada à perenidade, de comunicar duração e movimento ao reunir obras e artistas que questionam imobilidade da imagem, seja através da escolha de tema, suporte ou modo de operar. Obras de André Penteado, Felipe Russo, Ana Vitória Mussi, Katia Maciel, Graciela Sacco, Patricia Gouvêa, entre outros, nas quais aspectos como deslocamentos, suportes cinéticos e efêmeros, longas exposições e relações temporais entre elementos pictóricos se entremeiam. Mais informações aqui. [imagem: Patricia Gouvêa]


 

German Lorca: Arte ofício/artifício

Sesc Bom Retiro, até 26 de fevereiro de 2017

dragao do mar, década de 1980

A exposição é dividida em três núcleos: no primeiro estão reunidas experimentações do artista com a técnica fotográfica, incluindo solarizações, múltiplas exposições e jogos de inversão negativo-positivo. Outro nicho expositivo mostra sua aproximação com o meio publicitário a partir da década de 1940, quando produziu diversas campanhas de marcas brasileiras. Por fim, o visitante tem uma rara oportunidade de conferir algumas obras em cores do fotógrafo, que se afirmou como um dos expoentes da fotografia moderna brasileira com sua obra predominantemente monocromática. Mais informações aqui.


 

III Mostra do Programa de Exposições 2016

Centro Cultural São Paulo, até 12 de março de 2017

WhatsApp Image 2016-12-14 at 16.23.09

Entre os artistas e coletivos que integram a mostra está o Nervo Óptico, grupo que atuou entre 1977-78 publicando um cartazete mensal, nos moldes da arte postal. Livros, revistas, fotografias, fotomontagens e registros de instalações compõem um resgate do trabalho do coletivo, que usava a imagem fotográfica como forma principal de expressão. Mais informações aqui.


 

Fotografia publicitária brasileira

Casa da Imagem, até 2 de abril de 2017

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A mostra reúne mais de setenta profissionais da área e imagens criadas a partir da década de 1950 até a atualidade. A evolução do discurso publicitário no país é representada através de produtos e marcas que pontuaram os hábitos de consumo brasileiros e suas respectivas campanhas. O grande destaque fica para os pioneiros Otto Stupakoff, Hans Gunter Flieg, German Lorca e outros mestres que afirmaram a pertinência desta linguagem. Mais informações aqui. [imagem: German Lorca]


 

Rio de Janeiro

 

Espírito de tudo
Rosângela Rennó

Oi Futuro Flamengo, até 29 de janeiro de 2017

eternidade copy

Ocupando todo o espaço do Oi Futuro Flamengo, a mostra reúne seis obras da artista multimídia que trabalham com a imagem em diferentes esferas. Em Turista transcedental, por exemplo, Rennó manipula vídeos de viagens a diversos pontos do planeta, distanciando-se da paisagem em si e concentrando a experiência na relação com culturas estrangeiras. Segundo a artista, as obras que compõem o Espírito de tudo mostram que há muitos outros mistérios entre o céu e a terra, além daqueles que os filósofos, poetas e artistas já detectaram. Mais informações aqui.


 

Modernidades fotográficas, 1940-1964

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro, até 26 de fevereiro de 2017

1057

Modernidades fotográficas, 1940-1964 é a nova exposição de longa duração em cartaz na Galeria Marc Ferrez no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro. É possível explorar mais de 160 imagens de quatro grandes fotógrafos brasileiros num período crucial para a formação da fotografia moderna no país. Com curadoria de Ludger Derenthal, coordenador da coleção de fotografia da Kunstbibliothek em Berlim, e Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS, a mostra apresenta do fotojornalismo de José Medeiros (1921-1990) ao modernismo de Marcel Gautherot (1910-1996), da abstração de Thomaz Farkas (1924-2011) à fotografia industrial de Hans Gunter Flieg (1923) – com um país em rápida e contraditória transformação como pano de fundo. Mais informações aqui. [imagem: Thomaz Farkas]


 

Otto Stupakoff: Beleza e inquietude

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro, até 30 de abril de 2017

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A retrospectiva do pioneiro da fotografia de moda no Brasil, cujo acervo de 16 mil imagens está sob a guarda do IMS desde 2008, foi dividida em quatro núcleos que contemplam toda a sua trajetória profissional: os anos de formação e início da carreira nos anos 1950; sua colaboração com importantes revistas como a Vogue francesa, a americana Harper’s Bazaar e retratos de celebridades como Jack Nicholson; sua série de nus; e uma sala dedicada às inúmeras viagens que fez, incluindo destinos como o Ártico. Mais informações aqui.


 

 

Belo Horizonte

 

Estado da natureza
Pedro Motta

CâmeraSete, até 25 de fevereiro de 2017

O fotógrafo, que utiliza extensivamente da manipulação digital em seu trabalho, expõe mais de 70 imagens distribuídas em oito séries, nas quais explora a tênue linha entre elementos naturais e o comportamento humano. Entre as obras expostas estão Flora negra, instalação fruto de uma residência na Colômbia, e a série Naufrágio calado, na qual Motta insere carcaças de barcos em paisagens marcadas por erosões de grande dimensões. A erosão é também o tema em Falência #2, obra criada especialmente para o espaço da exposição. Mais informações aqui.


 

Curitiba

 

Êxodos
Sebastião Salgado

Caixa Cultural Curitiba, até 12 de fevereiro de 2017

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O fotógrafo lança seu olhar sobre movimentos migratórios induzidos por conflitos políticos e étnicos no mundo desde 1993, analisando como a história e geografia são alteradas por eles. A mostra traz o resultado desta pesquisa, para a qual Salgado percorreu quarenta países retratando a realidade de pessoas obrigadas a deixar sua terra natal por motivos sociais e econômicos. Mais informações aqui.


 

Recife

 

PaLarva
Paulo Bruskcy

Caixa Cultural Recife, até 12 de fevereiro de 2017

19.Pelos-Nossos-Desaparecidos-–-1977-Com-intervenções-manuais-22-x-285-cm-R-25.00000

Com cerca de 300 obras, esta retrospectiva inédita da poesia visual de Bruscky inclui trabalhos realizados desde a década de 1960, assim como alguns produzidos exclusivamente para a mostra. Mais informações aqui.


 

Salvador

 

World Press Photo

Caixa Cultural Salvador, até 29 de janeiro de 2017

Migrants crossing the border from Serbia into Hungary.

A exposição reúne as 164 imagens vencedoras da 59ª edição do prêmio de fotojornalismo, que expõe seus resultados na Bahia pela primeira vez. Entre as fotografias premiadas estão duas de Maurício Lima, fotojornalista brasileiro vencedor do prêmio Pulitzer deste ano, e outra do espanhol Sebastián Liste, que fotografou a rotina do Papo Reto, coletivo de mídia independente que atua no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Mais informações aqui. [imagem: Warren Richardson]

Exposições

Uma seleção de exposições no Brasil para quem gosta de fotografia

Veja uma seleção de exposições no Brasil (e, aqui, no exterior) para quem gosta de fotografia:

São Paulo

 

Imagem-movimento

Zipper Galeria, até 14 de janeiro de 2017

A exposição explora a capacidade da fotografia, comumente associada à perenidade, de comunicar duração e movimento ao reunir obras e artistas que questionam imobilidade da imagem, seja através da escolha de tema, suporte ou modo de operar. Obras de André Penteado, Felipe Russo, Ana Vitória Mussi, Katia Maciel, Graciela Sacco, Patricia Gouvêa, entre outros, nas quais aspectos como deslocamentos, suportes cinéticos e efêmeros, longas exposições e relações temporais entre elementos pictóricos se entremeiam. Mais informações aqui. [imagem: Patricia Gouvêa]


 

German Lorca: Arte ofício/artifício

Sesc Bom Retiro, até 26 de fevereiro de 2017

dragao do mar, década de 1980

A exposição é dividida em três núcleos: no primeiro estão reunidas experimentações do artista com a técnica fotográfica, incluindo solarizações, múltiplas exposições e jogos de inversão negativo-positivo. Outro nicho expositivo mostra sua aproximação com o meio publicitário a partir da década de 1940, quando produziu diversas campanhas de marcas brasileiras. Por fim, o visitante tem uma rara oportunidade de conferir algumas obras em cores do fotógrafo, que se afirmou como um dos expoentes da fotografia moderna brasileira com sua obra predominantemente monocromática. Mais informações aqui.


 

III Mostra do Programa de Exposições 2016

Centro Cultural São Paulo, até 12 de março de 2017

WhatsApp Image 2016-12-14 at 16.23.09

Entre os artistas e coletivos que integram a mostra está o Nervo Óptico, grupo que atuou entre 1977-78 publicando um cartazete mensal, nos moldes da arte postal. Livros, revistas, fotografias, fotomontagens e registros de instalações compõem um resgate do trabalho do coletivo, que usava a imagem fotográfica como forma principal de expressão. Mais informações aqui.


 

Fotografia publicitária brasileira

Casa da Imagem, até 2 de abril de 2017

Germán_Lorca_aerowillys_praia_artificial

A mostra reúne mais de setenta profissionais da área e imagens criadas a partir da década de 1950 até a atualidade. A evolução do discurso publicitário no país é representada através de produtos e marcas que pontuaram os hábitos de consumo brasileiros e suas respectivas campanhas. O grande destaque fica para os pioneiros Otto Stupakoff, Hans Gunter Flieg, German Lorca e outros mestres que afirmaram a pertinência desta linguagem. Mais informações aqui. [imagem: German Lorca]


 

Rio de Janeiro

 

Espírito de tudo
Rosângela Rennó

Oi Futuro Flamengo, até 29 de janeiro de 2017

eternidade copy

Ocupando todo o espaço do Oi Futuro Flamengo, a mostra reúne seis obras da artista multimídia que trabalham com a imagem em diferentes esferas. Em Turista transcedental, por exemplo, Rennó manipula vídeos de viagens a diversos pontos do planeta, distanciando-se da paisagem em si e concentrando a experiência na relação com culturas estrangeiras. Segundo a artista, as obras que compõem o Espírito de tudo mostram que há muitos outros mistérios entre o céu e a terra, além daqueles que os filósofos, poetas e artistas já detectaram. Mais informações aqui.


 

Modernidades fotográficas, 1940-1964

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro, até 26 de fevereiro de 2017

1057

Modernidades fotográficas, 1940-1964 é a nova exposição de longa duração em cartaz na Galeria Marc Ferrez no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro. É possível explorar mais de 160 imagens de quatro grandes fotógrafos brasileiros num período crucial para a formação da fotografia moderna no país. Com curadoria de Ludger Derenthal, coordenador da coleção de fotografia da Kunstbibliothek em Berlim, e Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS, a mostra apresenta do fotojornalismo de José Medeiros (1921-1990) ao modernismo de Marcel Gautherot (1910-1996), da abstração de Thomaz Farkas (1924-2011) à fotografia industrial de Hans Gunter Flieg (1923) – com um país em rápida e contraditória transformação como pano de fundo. Mais informações aqui. [imagem: Thomaz Farkas]


 

Otto Stupakoff: Beleza e inquietude

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro, até 30 de abril de 2017

031D01F-08_baixa

A retrospectiva do pioneiro da fotografia de moda no Brasil, cujo acervo de 16 mil imagens está sob a guarda do IMS desde 2008, foi dividida em quatro núcleos que contemplam toda a sua trajetória profissional: os anos de formação e início da carreira nos anos 1950; sua colaboração com importantes revistas como a Vogue francesa, a americana Harper’s Bazaar e retratos de celebridades como Jack Nicholson; sua série de nus; e uma sala dedicada às inúmeras viagens que fez, incluindo destinos como o Ártico. Mais informações aqui.


 

 

Belo Horizonte

 

Estado da natureza
Pedro Motta

CâmeraSete, até 15 de janeiro de 2017

O fotógrafo, que utiliza extensivamente da manipulação digital em seu trabalho, expõe mais de 70 imagens distribuídas em oito séries, nas quais explora a tênue linha entre elementos naturais e o comportamento humano. Entre as obras expostas estão Flora negra, instalação fruto de uma residência na Colômbia, e a série Naufrágio calado, na qual Motta insere carcaças de barcos em paisagens marcadas por erosões de grande dimensões. A erosão é também o tema em Falência #2, obra criada especialmente para o espaço da exposição. Mais informações aqui.


 

Curitiba

 

Êxodos
Sebastião Salgado

Caixa Cultural Curitiba, até 12 de fevereiro de 2017

RTEmagicC_SalgadoCrianca.jpg

O fotógrafo lança seu olhar sobre movimentos migratórios induzidos por conflitos políticos e étnicos no mundo desde 1993, analisando como a história e geografia são alteradas por eles. A mostra traz o resultado desta pesquisa, para a qual Salgado percorreu quarenta países retratando a realidade de pessoas obrigadas a deixar sua terra natal por motivos sociais e econômicos. Mais informações aqui.


 

Recife

 

PaLarva
Paulo Bruskcy

Caixa Cultural Recife, até 12 de fevereiro de 2017

19.Pelos-Nossos-Desaparecidos-–-1977-Com-intervenções-manuais-22-x-285-cm-R-25.00000

Com cerca de 300 obras, esta retrospectiva inédita da poesia visual de Bruscky inclui trabalhos realizados desde a década de 1960, assim como alguns produzidos exclusivamente para a mostra. Mais informações aqui.


 

Salvador

 

World Press Photo

Caixa Cultural Salvador, até 29 de janeiro de 2017

Migrants crossing the border from Serbia into Hungary.

A exposição reúne as 164 imagens vencedoras da 59ª edição do prêmio de fotojornalismo, que expõe seus resultados na Bahia pela primeira vez. Entre as fotografias premiadas estão duas de Maurício Lima, fotojornalista brasileiro vencedor do prêmio Pulitzer deste ano, e outra do espanhol Sebastián Liste, que fotografou a rotina do Papo Reto, coletivo de mídia independente que atua no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Mais informações aqui. [imagem: Warren Richardson]

Exposições

Uma seleção de exposições pelo mundo para quem gosta de fotografia

Veja uma seleção de exposições pelo mundo para quem gosta de fotografia (e aqui, uma seleção de exposições no Brasil):

 

Diane Arbus: no começo

Met Breuer, Nova York, EUA, até 27 de novembro de 2016

6. Taxicab driver at the wheel with two passengers, N.Y.C. 1956

Esta exposição seminal apresenta mais de 100 fotografias que redefinem Diane Arbus, uma das mais influentes e provocativas artistas do século 20. Focando no início de sua carreira, de 1956 a 1962, quando desenvolveu seu estilo idiossincrático e o método pelo qual foi mais tarde reconhecida, aclamada, criticada e copiada ao redor do mundo. Composta majoritariamente por material inédito, vindo do Arquivo Diane Arbus, adquirido pelo Metropolitan em 2007, a mostra traz íntimas e surpreendentes imagens de crianças, pessoas excêntricas, casais, artistas circenses, drag queens e frequentadores da Quinta Avenida, em Nova York, onde a artista fez a maioria de suas fotos. Mais informações aqui.


 

Dinastia Marubi – Cem anos de fotografia de estúdio albanesa

FOAM, Amsterdã, Holanda, até 27 de novembro de 2016

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A exposição é composta de uma seleção extraída do arquivo do fotoestúdio Marubi, na Albânia, cujo período de funcionamento teve início em 1856, pouco após o descobrimento da fotografia, e perdurou até 1959. As três gerações de fotógrafos que geriram o estúdio contemplaram diversos períodos da história do país, dos tempos otomanos ao comunismo, e retrataram várias facetas da sociedade albanesa, de criminosos à burguesia urbana, de pastores ao imperador, acumulando mais de 150.000 negativos de vidro que tem valor histórico, sociológico, cultural e antropológico. Mais informações aqui. [imagem: Kel Marubi]


 

Eu sou você
Gordon Parks

C/O Berlim, Alemanha, até 4 de dezembro de 2016

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Gordon Parks teve uma carreira bastante eclética: fez o perfil de líderes do movimento negro nos Estados Unidos, como Malcolm X, Martin Luther King Jr. e Muhammad Ali, assim como de figuras famosas das artes, entre eles Duke Ellington e Ingrid Bergman. Criou editoriais de moda para a Condé Nast e para a revista Life na mesma época em que capturava histórias de segregação no Sul do país e o levante jovem no Harlem. Esta mostra respectiva reúne cerca de 180 obras que mostram seus interesses comerciais e comprometimento humanitário, fornecendo uma incomparável história social dos Estados Unidos no século 20. Mais informações aqui.


 

Não comece com as boas coisas antigas, mas com as novas e ruins
Adam Broomberg & Oliver Chanarin

C/O Berlim, Alemanha, até 4 de dezembro de 2016

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A dupla de artistas expõe dois projetos inspirados na obra de Bertold Brecht: Cartilha de guerra 2 Violência divina. No primeiro, eles apresentam uma reinterpretação do livro Cartilha de guerra, de Brecht, que reunia fotografias da Segunda Guerra Mundial publicadas em jornais acompanhadas de poemas curtos, desta vez usando imagens dos conflitos gerados pela chamada ‘guerra ao terror’. Já em Violência divina, Broomberg & Chanarin usaram imagens do Arquivo de Conflitos Modernos, em Londres, para criar sua própria Bíblia ilustrada, como Brecht também fez. A escolha de imagens foi guiada por fragmentos do texto original da Bíblia e pelo princípio do filósofo Adi Ophir de que Deus se manifesta acima de tudo pela catástrofe. Mais informações aqui.


 

Weegee por Weegee

Museu da Fotografia, Bruxelas, Bélgica, até 4 de dezembro de 2016

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Figura lendária do fotojornalismo, Weegee fez um retrato extraordinário da metrópole moderna. Em sua Nova York noturna podem-se ver bares, boates de strip tease e cenas de crime, às quais chegava rapidamente com ajuda do rádio em seu carro, sintonizado na frequência da polícia. Suas imagens cruas e obscuras, porém íntimas e sinceras, revelam os bastidores do sonho americano. Mais informações aqui.


 

Com o tempo
Guido Guidi

Fundação Stichting, Bruxelas, Bélgica, até 11 de dezembro de 2016

Ronta, 2015 © Guido Guidi

A obra de Guido Guidi, figura central na fotografia contemporânea italiana, é moldada por diversas referências. Da arquitetura contemporânea à pintura renascentista, Guidi revisita e associa gêneros como a paisagem, natureza-morta e retrato com uma singular agilidade visual. Trabalhando atráves da repetição e sequenciamento, com cada imagem levando a outra, suas fotografias falam de temporalidade e persistência. A exposição traz diversas obras inéditas, que vão de seu trabalho inicial em preto e branco à fotografia colorida em grande formato. Mais informações aqui.


 

Crônicas negras: retratos 1862-1948

Galeria Nacional de Retratos, Londres, Inglaterra, até 11 de dezembro de 2016

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A exposição apresenta cerca de 40 imagens que oferecem um panorama único da vida e da experiência negras no século 19 e no início do século 20 na Grã-Bretanha, incluindo algumas das mais antigas fotografias da coleção da Galeria e imagens recém-descobertas do arquivo Hulton, uma divisão da Getty Images. Estes retratos de indivíduos de origem africana e asiática testemunham a história imperial de expansão britânica e realçam a importante e complexa presença negra na ilha antes de 1948, quando o Império Windrush trouxe o primeiro grande grupo de imigrantes caribenhos. A mostra foi desenvolvida em parceria com a Autograph ABP, uma instituição de Londres que trabalha com fotografia, filme, raça, representação, identidade cultural e direitos humanos. Mais informações aqui. [imagem: Camille Silvy]


 

Provoke: Entre protesto e perfomance, fotografia no Japão 1960-1975

Le Bal, Paris, França, até 11 de dezembro de 2016

Embora praticamente ignorada em sua época, a revista Provoke (1968-1969) foi uma das mais importantes publicações fotográficas do século 20. Com apenas três edições publicadas, a revista cristalizou o que havia de melhor na fotografia japonesa da década de 1960. Esta exposição é a primeira a explorar o contexto da revista e sua influência como projeto coletivo, situando-a entre os movimentos políticos da década e explorando seu trabalho de provocação que reflete o espírito de protesto e o viés performático da fotografia nipônica. Mais informações aqui. [imagem: Shomei Tomatsu]


 

Os espíritos da Patagônia austral
Martín Gusinde, Paz Errázuriz, Leopoldo Pizarro e Gabriela Alt

Museu de Belas Artes, Santiago do Chile, até 18 de dezembro de 2016

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Composta de imagens feitas pelo antropólogo alemão Martin Gusinde entre 1918 e 1924, assim como de trabalhos de artistas contemporâneos, a exposição traz aspectos da cultura material e espiritual dos povos indígenas que habitam a região da Terra do Fogo, na Patagônia. As imagens capturadas por Gusinde em negativos de vidro são mostradas ao lado das séries Nômades do mar, de Paz Errázuriz, Buscando o olhar Kawésqar, de Leopoldo Pizarro, e o documentário Cultura Yagán, persistência da memória, de Gabriela Alt. Mais informações aqui. [imagem: Paz Errázuriz]


 

Pessoas atraem pessoas

Istanbul Modern, Turquia, até 18 de dezembro de 2016

Othmar Pferschy, Gençlik iƒ baƒìnda (The call of the youth), Ankara, 1936

A fotografia turca foi moldada em uma primeira fase pelos viajantes europeus que se interessavam pela paisagem e vida local, e, mais tarde, pelos retratos feitos nos estúdios do bairro Pera, na capital. A exposição apresenta uma série de aproximações à fotografia, do impressionismo ao expressionismo, do documental ao artístico, de ambientes rurais rústicos a estúdios de ponta. Mais informações aqui. [imagem: Othmar Pferschy]


 

A coleção iluminada por Eddy Posthuma de Boer – Ed van der Elsken | Avenue

Museu de Fotografia da Holanda, Roterdã, Holanda, até 31 de dezembro de 2016

Cuba-Avenue-1967-©-Ed-van-der-Elsken-1

Terceira edição da série de exposições A coleção iluminada por…, a mostra tem curadoria do fotógrafo Eddy Posthuma de Boer. Amigo íntimo de Van der Elsken, os dois produziram juntos reportagens de viagem para a revista Avenue a partir de meados dos anos 1970. Cada fotografia é acompanhada de um comentário pessoal de Posthuma de Boer, que revela características sobre o trabalho de ambos. Mais informações aqui.


 

Moholy-Nagy: Futuro presente

Instituto de artes de Chicago, EUA, até 3 de janeiro de 2017

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Entre as inovações radicais de Moholy-Nagy estão seus experimentos com fotografia sem câmera, que ele batizou de “fotogramas”, a exploração com luz, transparência, espaço e movimento por diversos meios artísticos, e seu trabalho na linha de frente da abstração, enquanto buscava redefinir o papel do artista no mundo moderno. A exposição Futuro presente reúne pinturas, esculturas, colagens, desenhos, gravuras, filmes, fotogramas, fotografias, fotomontagens e outras mídias selecionadas de coleções públicas e privadas da Europa e nos Estados Unidos. Mais informações aqui.


 

Público, privado, secreto
Natalie Bookchin, Cindy Sherman, Nan Goldin, Andy Warhol, entre outros

International Center of Photography, Nova York, EUA, até 8 de janeiro de 2017

Cindy Sherman

A mostra inaugura o novo espaço expositivo do ICP, em Nova York, com curadoria de Charlotte Cotton, curadora residente do Centro, em parceria com Pauline Vermare e Marina Chao. Explorando a noção de privacidade na sociedade contemporânea, e examinando e relação entre identidade própria e visibilidade pública, a exposição apresenta uma vasta gama de trabalhos históricos e contemporâneos, assim como visualizações em tempo real de imagens e vídeos de diversas redes sociais. “A organização não-hierárquica da exposição permite um diálogo entre e sobre a diversidade da cultura visual e fotográfica”, diz a curadora. Mais informações aqui. Confira também o site da exposição, parte integrante do projeto, e leia no site da ZUM uma entrevista com a curadora. [imagem: Cindy Sherman]


 

Abstrato/Objeto

Instituto de Artes de Chicago, EUA, até 8 de janeiro de 2017

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A exposição está atrelada à retrospectiva de Moholy-Nagy em cartaz na mesma instituição. Aqui é mostrado o legado do artista húngaro na obra de outros fotógrafos que exploraram os limites da arte fotográfica, dos anos 1960 à atualidade. Estão presentes obras de Wolfgang Tillmans,  Bruce Nauman, Gordon Matta-Clark, entre outros. Destaque para o filme Quarta-feira de cinzas/Epílogo, dos brasileiros Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander. Mais informações aqui. [imagem: Barbara Kasten]


 

Quem fotografou esportes: uma história fotográfica, de 1843 à atualidade

Museu do Brooklyn, Nova York, EUA, até 8 de janeiro de 2017

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Uma das primeiras exposições a dar destaque para a fotografia de esporte em museus, a mostra reúne obras de 170 fotógrafos criadas desde os primórdios da técnica fotográfica. Incluindo nomes que não necessariamente são associados à esse gênero como Richard Avedon, Andy Warhol, Rineke Dijkstra e Stanley Kubrick, o curador convidado Gail Buckland diz que “praticar e assistir esportes é viver o momento. E fotógrafos são mestres do momento”. Mais informações aqui. [imagem: Georges Demeny]


 

700 Nimes Road
Catherine Opie

Museu Eastman, Rochester, EUA, até 8 de janeiro de 2017

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Inspirada pela série Graceland, em que William Eggleston fotografou a mansão de Elvis Presley em Memphis após a sua morte, Catherine Opie faz um retrato póstumo da atriz Elizabeth Taylor ao fotografar os cômodos e pertences deixados em sua residência em Bel Air, na Califórnia. Trabalhando em diversas escalas visuais, a artista transforma quartos em paisagens, roupas em campos de cor e textura e cria uma imagem indireta de uma vida definida pela riqueza e celebridade. Segundo a artista, no entanto, “não se trata da relação com a fama, mas da relação com o que é humano”. Mais informações aqui.


 

Levantes

Jeu de Paume, Paris, França, até 15 de janeiro de 2017

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A mostra é um questionamento sobre a representação dos povos, nos sentidos estético e político. Proposta pelo filósofo e historiador de arte Georges Didi-Huberman para concretizar em forma de exposição as suas pesquisas acerca do tema, e em simbiose com a convicção do museu de que as instituições culturais da atualidade não podem ignorar os desafios sociais e políticos da sociedade, esta exposição analisa as formas como as revoluções e revoltas foram representadas na arte, das pinturas de Goya às instalações contemporâneas. Mais informações aqui. [imagem: Gilles Caron]


 

A vanguarda feminista dos anos 1970

Photographer’s Gallery, Londres,  Inglaterra, até 15 de janeiro de 2017

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A exposição destaca práticas inovadoras que moldaram o movimento feminista na arte. Focando em fotografias, colagens, filmes e vídeos produzidos a partir dos anos 1970, a curadora Gabriele Schor reuniu artistas que, através do universo pessoal ou coletivo, e por vezes usando seu próprio corpo como motivo, marcam o momento em que emancipação, igualdade de gênero e direitos civis se tornaram parte do discurso público, e se afirmam como identidades femininas inovadoras no campo artístico. Mais informações aqui. [imagem: Francesca Woodman]


 

Introspectivo
Roger Ballen

Museu de Fotografia Cuatro Caminos, Cidade do México, até 22 de janeiro de 2017

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O museu mexicano comemora um ano de existência com uma mostra do fotógrafo sul-africano responsável pelos clipes da dupla Die Antwoord. Ballen, cuja trajetória autodidata lhe rendeu uma obra livre de tecnicismos, retrata em suas composições um estado mental decadente. Busca refletir em seu trabalho um estado de decomposição das classes marginais em um país marcado pelo Apartheid, sem deixar de encontrar beleza e humor nas facetas fúnebres da moral e do preconceito. Mais informações aqui.


 

Exílios | Muro
Josef Koudelka

Museu de Fotografia da Holanda, Roterdã, até 25 de janeiro de 2017

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A obra de Koudelka evoca um sentimento de solidão, perda e desorientação. Tendo vivido em exílio por mais de 20 anos, não é à toa que as fotografias das paisagens que cruzou e personagens que encontrou falem tanto de sua própria trajetória, e as duas séries que dão título à exposição evidenciam isso de maneira magistral. Em Exílios estão presentes os resultados de anos perambulando pela Europa, em particular com comunidades ciganas. Já em Muro o fotógrafo faz um estudo do impacto na paisagem do muro construído entre Israel e a Cisjordânia. Embora retratem territórios e tempos diversos, ambas as séries tem como temas o banimento, a exclusão e supressão. Mais informações aqui.


 

Corpos indisciplinados: desmantelando “Tulsa”, de Larry Clark

Museu de Fotografia da Califórnia, Riverside, EUA, até 28 de janeiro de 2017

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Tulsa, primeiro fotolivro de Larry Clark, é uma narrativa íntima e quase cinemática que retrata o círculo de amigos do fotógrafo sob a ótica da dependência química, da experimentação juvenil ao caos alimentado pelo vício. A sequência original das imagens, como mostradas no livro, é cuidadosamente estruturada para que o leitor veja a decadência na vida dos retratados. Nesta exposição, no entanto, o time de curadores subverte a ordem das imagens, a fim de explorar as histórias paralelas que habitam o universo destes personagens e abrir suas histórias a outras interpretações. Mais informações aqui.


 

Saul Leiter

FOMU, Antuérpia, Bélgica, até 29 de janeiro de 2017

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Pioneiro da fotografia em cores, Leiter trabalhava com emulsões coloridas anos antes de sua aceitação como meio artístico. Tendo trabalhado nos campos da fotografia e da pintura, sua obra em ambas as disciplinas é caracterizada pela planificação do espaço e abstração de seus motivos, em geral as ruas de Nova York com seus espelhos, janelas, placas e transeuntes. Esta exposição retrospectiva exibe trabalhos em preto e branco e coloridos, alguns inéditos, assim como uma seleção de suas pinturas. Mais informações aqui.


 

Eco 
Jungjin Lee

Museu de Fotografia de Winthertur, Alemanha, até 29 de janeiro de 2017

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As paisagens americanas fragmentadas de Jungjin Lee são carregadas de materialidade e textura. Ampliadas em papel salgado, cujo processo de sensibilização deixa marcas que vão contra a noção de verdade absoluta comumente atribuída à fotografia, suas fotografias de grande escala têm forte presença física. O trabalho da artista coreana foi descrito por Robert Frank como “paisagens sem a presença da besta humana”, fruto de uma linguagem pictórica única. Mais informações aqui.


 

A balada da dependência sexual
Nan Goldin

Museu de Arte Moderna, Nova York, EUA, até 12 de fevereiro de 2017

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Composta por quase 700 retratos sequenciados junto a uma trilha sonora evocativa, a mostra é uma narrativa profundamente pessoal, formada pelas experiências da artista entre Boston, Nova York, Berlim e outros locais majoritariamente na década de 1980. O título deriva de uma canção na peça de Bertold Brecht e Kurt Weill, sendo a própria série uma espécie de ópera decadente: os protagonistas, incluindo a própria fotógrafa, são capturados em momentos íntimos de amor e perda, experienciando êxtase e dor pelo sexo e pelo uso de drogas, dançando em clubes e cuidando dos filhos em casa, além de sofrer com a violência doméstica e a devastação da AIDS. “Este é o diário que eu permito aos outros lerem”, escreve Goldin. “O diário é minha forma de controle sobre minha vida. Ele me permite registrar obsessivamente cada detalhe. Me permite relembrar.” Mais informações aqui.


 

Ao redor de Ai Wei Wei: Fotografias 1983-2016

Centro Italiano para a Fotografia, Turim, Itália, até 12 de fevereiro de 2017

4_New York Photographs 1983-1993, Profile of Duchamp, Sunflower Seeds, 1983

Em um percurso expositivo que inclui material fotográfico e em vídeo, a mostra apresenta diversos momentos da carreira do artista chinês, uma figura provocativa que não só se destacou no campo da arte mas teve também um papel central em discussões culturais, sociais e políticas em seu país de origem e no mundo. A exposição explora o advento do artista como figura pública e propõe uma reflexão sobre como o ambiente contemporâneo o transformou. Mais informações aqui.


 

 

Testemunha

Museu de Arte Contemporânea, Chicago, EUA, até 19 de fevereiro de 2017

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A exposição convida o visitante a analisar a complexa relação fotógrafo-motivo-expectador em que consiste a fotografia. Reunindo obras de Walker Evans, Cindy Sherman, Sophie Calle e Larry Clark, entre outros, Testemunha explora o papel do fotógrafo como um observador auto-declarado, noção que é reforçada pela tradição do fotojornalismo e fotografia documental, assim como a participação dos demais agentes envolvidos na imagem, incluindo o próprio observador. Mais informações aqui. [imagem: LaToya Ruby Frazier]


 

Fotografia japonesa do pós-guerra à atualidade

Museu de Arte Moderna, São Francisco, EUA, até 12 de março de 2017

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Nos anos após a Segunda Guerra o Japão passou a produzir material fotográfico, o que levou a uma enorme expansão da comunidade amadora e elevou fotógrafos locais a importantes criadores artísticos. As fotografias mostradas no novo Centro Pritzker para a Fotografia vão dos anos 1960, quando figuras como Shomei Tomatsu e Daido Moriyama retrataram a ocidentalização e industrialização do país, até a atualidade, com reações de artistas a temas como a cultura contemporânea e o desastre nucelar de Fukushima. Mais informações aqui. [imagem: Hosoe Kamaitachi]


 

O olho radical: Fotografia modernista da coleção de Sir Elton John

Tate Modern, Londres, Inglaterra, até 7 de maio de 2017

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Uma oportunidade rara de ver uma das mais importantes coleções particulares do mundo, com obras do período clássico do modernismo fotográfico (1920-1950). Um dos destaques é um grupo de retratos feitos por Man Ray que é mostrado junto pela primeira vez e inclui personalidades como Picasso, Matisse e Breton. Há cerca de 150 obras de mais de 70 artistas, que vão do icônico ao muito raro. Mais informações aqui. [imagem: Aleksandr Ródtchenko]